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CINE-CCBF

Passou sem atenções

Passou sem atenções nem comentários por aqui o centenário do Nelson Cavaquinho que foi um dos mais importantes compositores da MPB, ajudou a fundar a Mangueira. Quando passar a vergonha, leiam a letra que ele escreveu. Cabe bem no caso.

 

Quando Eu Me Chamar Saudade  de Nelson Cavaquinho

Sei que amanhã
Quando eu morrer
Os meus amigos vão dizer
Que eu tinha um bom coração
Alguns até hão de chorar
E querer me homenagear
Fazendo de ouro um violão
Mas depois que o tempo passar
Sei que ninguém vai se lembrar
Que eu fui embora
Por isso é que eu penso assim
Se alguém quiser fazer por mim
Que faça agora.
Me dê as flores em vida
O carinho, a mão amiga,
Para aliviar meus ais.
Depois que eu me chamar saudade
Não preciso de vaidade
Quero preces e nada mais.

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Um dos grandes mestres da Estação Primeira

Nelson Cavaquinho é um ícone incontestável do samba carioca, um compositor que deixou grandes saudades também pelas suas geniais parcerias com Guilherme de Brito, outro artista que não goza da mesma popularidade e reconhecimento que Cartola, Candeia, Noel Rosa e outros bambas do Rio de Janeiro. Suas canções são eternas por tocarem fundo na alma humana. Quem gosta de música, sabe da grandeza desse existencialista que germinou numa favela carioca. Tempos idos, que nos cabe de novo louvar.